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André Luiz Clinio
Os pitagóricos usaram a razão de ouro na construção da estrela pentagonal. Porém, não conseguiram exprimí-lo como quociente entre dois números inteiros (número racional), pois não acreditavam na existência de números não exprimíveis por uma fração. Quando chegaram a esta conclusão, ficaram muito espantados. Isto porque este número era contrário a toda a lógica que conheciam; daí lhe chamarem de número irracional (denominação usada até hoje). Este era o número de ouro, apesar deste nome só lhe ser atribuído uns dois mil anos depois... No pentagrama, a insígnia que identificava os pitagóricos, é um pentágono regular estrelado onde cada um dos cinco segmentos divide outros segundo essa razão. Ou seja, o ponto de intersecção P de duas diagonais divide cada uma delas na proporção áurea. P divide AQ e AB internamente e QB externamente nessa proporção. Mais tarde, o matemático grego Endoxus estudou a teoria das proporções e chegou a constatar que essa razão era uma importante fonte para a estética, considerando o retângulo cujos lados apresentavam esta relação de notável harmonia. Chamando-o, então, de retângulo áureo.
Esta forma influenciou muito a arquitetura grega e foi utilizada, por exemplo, no Partenon; onde suas dimensões podiam ser encaixadas quase exatamente em um retângulo áureo.
Definições MatemáticasPode-se definir, também, a razão áurea com a proposição a seguir: dividir um segmento de reta em média e extrema razão. Ou seja, diz-se que o ponto B divide o segmento AC em média e extrema razão, se a razão entre o menor e o maior dos segmentos é igual à razão entre o maior e o segmento todo. Matematicamente, AB / BC = BC / AC. Usando a notação moderna, podemos escrever esta relação assim:
(a-x) / x = x / a Que equivale a uma equação de segundo grau com uma solução de forma o ponto de interseção de uma parábola (y = x^2) e uma linha a 45 graus partindo da unidade (y = x + 1); para x = 1. A solução é: A Influência na Arquitetura ModernaA proporção áurea tem suas influências nos modelos arquitetônicos até hoje. Charles-Edouard Jeanneret, conhecido por Le Corbusier, foi um arquiteto que constituiu um marco muito importante no desenvolvimento da arquitetura moderna. Com a publicação de .Vers une Architecture. (1923), ele dedicou-se à criação da uma nova forma de expressão arquitetônica. A forma como os gregos usaram a razão de ouro nos seu trabalhos foi fonte de inspiração para este arquiteto, chegando mesmo a afirmar que foi a forma como os gregos usaram uma escala, a medida grega do homem, que o impressionou. No livro .Vers une Architecture., ele mostra uma nova forma da arquitetura baseada em muitos edifícios antigos que incorporam a razão de ouro. Entre 1942 e 1948, Le Corbusier desenvolveu um sistema de medição que ficou conhecido por Modulor, baseado na razão de ouro, nos números de Fibonacci e nas dimensões médias humanas. O Modulor é uma seqüência de medidas que Le Corbusier usou para encontrar harmonia nas suas composições. Outras curiosidades
Representando um número da geração, o número de ouro está relacionado com a solução do problema dos coelhos publicado no livro Liber Abaci: a seqüência de números de Fibonacci. Revela-se no fator de crescimento de uma população de coelhos, teoria dos fractais, criação da espiral logarítmica etc. Na música, existem artigos que relacionam as composições de Mozart, Bethoveen (Quinta Sinfonia), Schubert e outros com a razão áurea. Modernamente, sabe-se que o campo de visão do ser humano, independente da distância dos olhos até o objeto é um retângulo na relação áurea. Logo, aparelhos de TV e monitores de computador têm aproximadamente a proporção áurea entre altura e largura da tela.
Bibliografia Sugerida
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